quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Yami Sora no Hoshi no Hikari

E tem aquelas pessoas que no matter what, são um fóton de alta energia no seu espectro eletromagnético.

Yami Sora no Hoshi no Hikari significa, no nosso japa noob, luz da estrela do céu escuro.

Seguindo o caráter químico do blog, daria pra falar de zilhões de afinidades eletrônicas, interações moleculares, banda de VALência, etc...
Mas não é isso.

Tem aquelas pessoas que não importa o quanto instável esteja o seu núcleo, vão lá e mandam um raio de luz/Hikari pra tirar todas aquelas partículas alfa irritantes, aquelas partículas beta incômodas... E no caso do [AuCl4]-, mais conhecido como Yami, essa Hikari tem nome, comprimento de onda, e elemento preferido - Háfnio Metálico. Essa Hikari atende pelo apelido de Akahoshi [Aka, que é vermelho, a cor de maior comprimento de onda - e que comprimento tem essa hoshi! =D ]

Cada elemento na face da terra, da lua, e do RQoP absorve um comprimento de onda específico - uma Hikari específica. Cada Yami Sora tem uma Hikari especial que faz a Hoshi brilhar nele.

E que comprimento! (Já disse isso? heheh)

Realmente tem certas pessoas que vão lá com sua energia E = hF e incidem diretamente seu espectro de absorção, te dando energia. Cheers para essas pessoas!

Itoshii hoshi, kimi ga daisuki! =)


Yami Kishi/ [AuCl4]-

terça-feira, 7 de abril de 2009

?

Químicos de plantão, isso não será um post químico. É mais uma narrativa "normal". Com toques de química.







Late night. No sleep permitted to those who suffer. No freedom from suffer to those who think.



Insônia martelava em sua cabeça mais uma vez. "Que raios! Mais um dia com olheiras amanhã!"

[...]

"Bom dia! Nossa, que cara horrível! Caiu ácido sulfúrico em você?"

"Tenho tido insônia ultimamente..."

"Insônia é coisa de gente importante, rica ou velha. Não se aplica a você."

"Fazer o que... Vamos que é hora da prática."

Não era uma questão de riqueza, importância ou muito menos idade. Tinha insônia porque não se entendia consigo. Conflitava-se.

"Pombas! É pra colocar SULFATO DE AMÔNIOO, não bicarbonato de rutênio! Onde está sua cabeça, criatura?"

Em meio ao carnaval de espuma que sua reação atrapalhada causava, pensou na pergunta do amigo. Onde andava com a cabeça? Sempre voando durante as aulas, sempre se confundindo nas práticas. Que raios.

[...]



Fading daylight. On the way home, something might happen someday. Tonight, maybe?



Estava no metrô/trem, indo pra casa. Cheio, como sempre. Se estapeava com meia dúzia de estudantes, oito universitários e três velhinhos por meio espaço. Em sua estação, saltou e caminhou o caminho de todo dia. Cruzou a esquina de sempre. "Oi! Você aí. De jaleco."

"É comigo?"

"Quantos jalecos você vê por aqui?"

"Diga."

"Precisamos conversar."

"Mas quem diabos é você?"

"Seria clichê dizer que eu sou a sua consciência. Até porque, onde já se viu consciência de roupas pretas, deck de Magic no bolso e comendo Ruffles?"

"..."

"Ali, tem uma casa vazia. Não sou um stalker, não se preocupe."

Entraram, fazer o quê...


"Olha, é melhor dizer logo porque eu realmente preciso i..."

"Vou direto ao assunto. Você..."

Esperou a frase continuar, "você gosta de ruffles?/você sabe que dia é hoje?/você já foi à Bahia?" mas ela não continuou.

"Eu o quê? Olha, se for pr..."

"Você está passando por um momento estranho." - Se calou em meio ao comentário. Estava realmente se sentindo em um momento doido mas nunca fora de se abrir para ninguém, quanto mais a um desconhecido que acabara de jogar um pacote vazio de ruffles no chão.

"O que você quer dizer?"

"Essas besteiras, confusões, esquecimentos, têm um motivo. Eu sei qual é. Nos vemos por aí."

"Espera, que ra..." - Não deu tempo, o estranho simplesmente saiu da casa e sumiu no mundo.

"Era só o que me faltava. Desconhecidos metidos a psiquiatras."

E chegou em casa pra fazer o relatório do bicarbonato de rutênio. Ou era sulfato de amônio? Raios!


Sunny mid day. At school anything might happen, or not

"...e matei educação física semana passada também, melhor ir hoje se não vou reprovar por falta."

"Hahahah realmente não seria nada legal, vai lá. Tchau!"

Enquanto descia as escadas, passou pelo auditório e notou um rosto conhecido - o desconhecido estava encostado na porta, olhando. O que a criatura queria?

-Continua-


Químicos, digam o que acham! A história é basada em uma pessoa de verdade - e em um joguinho mental =)

By 闇騎士 & Mister V.

Post Químico Analítico Qualitativo

De Volta à Atividade Iônica!

Nesse grande tubo de ensaio que é o mundo, imagine a quantidade de substâncias que não podem estar contidas dentro dele? A quantidade de reações que não podem acontecer dentro dele? E sobretudo, as espécies que podem estar solúveis na mesma fase que você?
Entra em cena a Química Analítica Qualitativa, também conhecida como "ciência que identifica os íons da sua amostra" ou "aquela matéria que você passa só fazendo prát... esquece". Passando para o lado abstrato que é esse blog, a Quali seria uma espécie de instrumento que te mostrasse as pessoas/íons a sua volta. Imagine se você tivesse o poder de dizer a carga, o raio, a eletronegatividade, a família e o período de uma pessoa perto de você? Útil.
Deveríamos, então, buscar essa poderosa arma pra quali-ficar as pessoas a nossa volta... como fazer isso?

Uma das formas mais simples de identificar o íon/pessoa é precipitar. Junte ele com aquela sua amiga ânion que dá elétrons fácil, fácil. Ele vai ficar boiando em solução? Nunca! Vai precipitar. Dependendo das características do ca-sal formado, dá pra descobrir como aquele íon realmente é.

Outra forma interessante de descobrir aquele seu amigo meio positivo, por exemplo: complexe ele. Encha a solução dele de cargas negativas e veja como ele se comporta com tantas moléculas tentando se ligar. Fácil de descobrir como ele se comporta.

Mais uma técnica legal é tentar brincar com o meio onde ele vive. Sabe aquela pessoa básica, que simplesmente predomina naquela solução? Que tal mudar o pH? De repente você descobre que a sua amiga básica é uma verdadeira sulfeto, quando as coisas começam a ficar ácidas demais ela simplesmente dá o fora da solução na forma do gás sulfeto de hidrogênio.

Pois é, já deu pra notar que essa tal de analítica é uma festa pra quali-ficar as pessoas à sua volta. Quem sabe você até acha um íon que combine com você?

Mas...

Você acaba de fazer todos os testes. Descobriu o íon da sua vida molecular. Ele precipita na presença do seu íon. Complexa apenas quando é energeticamente favorável pra vocês. É estável durante seus altos e baixos (valores de pH). Você está pronto/a pra colocar essa substância na sua solução, junto de você. De repente, assim que você adiciona ele na sua amostra, você faz a descoberta bombástica. Ele não era o que você achava que fosse, é apenas um composto mascarado por outro. Toda aquela afinidade pela sua solução estava na verdade mascarando o composto horrível que ele é.

Para evitar dramas desse tipo, não se esqueça de usar reagentes que destruam agentes mascaradores! Eles podem dar um falso positivo :)

Pronto, agora sim. O íon é perfeito, nada está mascarando ele, estável em variação de pH, blá blá blá. Pronto pra dizer "esse é meu íon!"? Hora do último teste, então: o ensaio específico.

Cada elemento, íon, átomo, molécula, complexo, sólido, líquido, gás, precipitado, colóide e whatever possui características próprias. O ensaio específico vai usar reações exatamente para o SEU íon/molécula e vai dizer simplesmente "é ele/ela" ou "não é ele/ela". Se não for, hora de procurar o detalhe que você deixou passar, talvez fosse simplesmente um íon parecido... Se for, parabéns! Você acaba de encontrar o seu íon!

Enjoy! :)






Postulado (para remover teias de aranha) por:

闇騎士. Yami Kishi. Ou Juliano.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Apenas mais uma de amor

Quanto tempo! Esse blog estava mesmo ficando abandonado... Incrível como mesmo com dois escritores não temos novos posts desde o ano passado! O tempo foi tanto que até nosso título estava desatualizado, tempos de reforma ortográfica são assim mesmo. Mas agora já está tudo nos conformes, ideia agora é sem acento, entendido? Bom, acontece que depois de ler alguns poemas do tal de Drummond me deu uma crise inspiratória súbita e eu acabei parindo um texto. Nem foi tão difícil quanto dizem hehehehe
Sem mais piadinhas, ao post propriamente dito:

Hoje acordei pensando em você. E esse pensamento se materializou na forma de um aperto no coração que nunca antes senti. Sim, hoje acordei pensando em você! E eu não tenho vergonha de dizer isso! Afinal, sentir vergonha de si mesmo é o pior pecado que se pode cometer. Serei sincero, eu não sei o que fazer quanto a isso. Você pode achar que eu fiquei louco de vez ou sei-lá-o-que, mas o fato é um só: toda vez que te vejo minha respiração para, meus sentidos são todos seus, meu peito explode em alegria. Você deve estar se perguntando “Mas por que ele me diz isso, afinal?” e eu respondo. Eu estou aqui fazendo o pedido mais estranho que se pode fazer, sim. Estou lhe pedindo permissão para acariciar sua face com ternura, afundar as mãos em seus cabelos e lhe dar o beijo mais longo de sua vida. Pois é, eu avisei que seria estranho... alguém pedindo permissão para dar carinho.

Espera um pouco, eu estou confusa com tudo isso. Eu já te disse que...

Você me disse que tem medo, foi isso o que disse! Por mais que negue isso, não pode se enganar. E não pode me enganar também, eu leio seus olhos e o que eles dizem é o oposto do que sai pela boca. Só te faço uma pergunta, por que?

Eu não sei... eu realmente não sei! Droga, a quem estou enganando?! Eu lhe dou essa permissão que me pede. Está livre para me dar todo o carinho que meu coração anseia, deixarei que esteja ao meu lado quando eu precisar, e também permito que você esteja lá para me segurar quando eu cair.



O caminho para o entendimento do mundo é enlouquecedor, o caminho para o entendimento de si próprio é apenas dez vezes mais difícil.

Mr. V

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Em uma terra distante...

Léporas mirou as estrelas. Sabia que estava sendo seguido, e o pior, sabia quem queria sua cabeça.
- O que tanto procura lá em cima? – indagou Pilas
- Eles sabem sobre nós. Sabem o que fizemos e para onde vamos. E agora estão vindo recuperar o que lhes foi tomado.
- Ora, mas que brincadeira mais estúpida! Como pode saber disso? Tudo correu perfeitamente conforme o plano até agora.
- Eu apenas sei.
Pilas olhou para o amigo de infância. Entendia aquela situação. Sabia que Léporas era capaz de ver além do que um humano comum poderia desde o ocorrido...
- Você mais do que ninguém sabe que eu sinto tudo isso, não me faça perguntas que eu não consigo responder. – disse, num tom quase melancólico – Agora cale a boca, temos que correr! Sei de um lugar onde poderemos nos abrigar e ficar seguros por um tempo.
Na verdade ele não sabia de lugar algum, apenas tentava confortar o companheiro de jornada para que não entrasse em pânico. Desde que pusera as mãos naquela pedra sua vida havia se tornado um inferno, mas sabia que não poderia entregá-la aos Gouls, ao menos não sem uma boa luta. E para piorar, tinha as visões. Incontroláveis e arrebatadoras, tomavam seus pensamentos como um fantoche e lhe causavam uma dor aguda quando se mostravam.

------------------------------------#------------------------------------------

- Eu não agüento mais, minhas pernas não me obedecem! – gritava Pilas, agonizante.
- Vamos! Eu sinto que estão mais perto ago...
Sem conseguir terminar a frase, Léporas foi surpreendido por uma flecha que passou zumbindo em seu ouvido e cravou-se no tronco de uma cerejeira, seguida pelos gritos de 5 batedores Gouls.
- Malditos! Como puderam nos achar no meio desta mata fechada?
- Não sei, mas prepare-se para acertar umas cabeças.
Enquanto os soldados corriam ao seu encontro, Pilas sacou sua besta e desferiu 2 tiros certeiros contra os elmos negros dos inimigos.
- É muito ousado, rapaz! Dê-me a pedra e lhe prometo uma morte digna e indolor.
- Terá que provar suas habilidades contra mim antes, cão da noite. – disse Léporas, enquanto desembainhava sua espada de prata cravejada de safiras, presente do deus Heleneus em pessoa.
- Insolente!
Ao armar o ataque, o soldado foi surpreendido por um rápido golpe que lhe decepou o braço. Tendo então sua vida finda pelas mãos do guerreiro da espada prateada.
Enquanto o quarto batedor Goul encontrava seu fim ao ser atingido por outro dos tiros infalíveis de Pilas, o último saíra do campo de visão de Léporas com sua velocidade incomum e agora se escondia em algum lugar da floresta de Magrathea.
- Saia e me enfrente com bravura, soldado estúpido! – gritava enquanto brandia sua espada que reluzia, mesmo naquela escuridão.
Eis que então, inexplicavelmente, surge uma imensa claridade vinda detrás de diversas árvores gigantescas que se aglomeravam em um ponto da mata. Ao aproximarem-se do estranho fenômeno, os dois amigos foram surpreendidos com o corpo sem vida do batedor sendo arremessado por cima de suas cabeças.
Ao notar a fonte de tamanha luminosidade, Pilas não pode conter suas palavras e deixou escapar:
- Não é possível!! V-você?!!


Idealizado e escrito por
Mr. V

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Post POP

Outubro. O verão já está chegando, e com ele vem também o famoso calor de 40 graus do Rio. Isso se já não atingimos essa marca... Isso me fez lembrar de uma música do The Cure, que se chama justamente Hot Hot Hot. É uma música muito legal e tudo mais, mas pra falar a verdade não tem nada a ver com o meu post. De qualquer forma eu vou colocar o link do vídeo aqui pra que pelo menos saibam do que eu to falando... http://www.youtube.com/watch?v=owT5LDNoStE
Pois bem, amenidades a parte vou ao post propriamente dito.
O que quero dizer aqui é: todo esse calor é culpa nossa. Sim, culpa nossa. Não quero dizer que sem gente no mundo o verão não existiria, pelo contrário. Mas toda essa temperatura exacerbada que estamos sentindo se deve ao ataque sem pudores à pobre Mãe Natureza. Desmatamentos, destruição da camada de ozônio, poluição... Todos sabemos os motivos. Quem dera existisse um Capitão Planeta pra consertar tudo isso e fazer a Terra girar no seu eixo normal mais uma vez (e sem piadinhas com o garoto do anel de coração, hein). Mas isso é só um desenho... Porém, se bem lembrarmos, nesse desenho de criancinha existia uma mensagem muito séria por trás das aventuras sem sal, "a união de todos pode salvar o planeta". Pode parecer clichê, mas é a mais pura verdade. Afinal, se fomos nós que bagunçamos tudo sem nem saber o que estávamos fazendo, está na hora de crescer e guardar os brinquedinhos no lugar certo, se é que me entendem.
Pra piorar a situação, os coitados dos animais (que não sabem nem o que é um planeta, quanto mais o que está acontecendo com o deles) também sofrem às nossas custas. É um realidade triste e um discurso repetido, mas se mesmo sabendo de tudo isso as pessoas continuam depredando sua própria casa, imaginem onde estaríamos se não soubéssemos as consequências de nossos atos... É, acho que não estaríamos...
Pois então, mesmo que você não ache que possa mudar o mundo, faça sua pequena parte e já estará ajudando. Pense bem, imagina se o Sódio achasse que não faz nada de importante no nosso corpo e sumisse... Adeus bomba de Na/K! Adeus vida!
E só pra finalizar esse texto engajado, ouçam The Cure! É uma ótima banda!!! hehe

Mr. V

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Químicos 3.0: A Analítica...

... que se divide em quantitativa e qualitativa. Dia de falar da quali: aquela em que você tem que descobrir o que diabos tem na sua amostra.

_________________________________________________________________

Historinha de um químico analista:

Outro dia, teve uma prova: descobrir os ânions que tinham na sua solução. Simples assim: toma. Descobre o que é.
Primeira etapa da aventura, após olhar detidamente para o tubo cheio até a metade com uma solução transparente: meça o pH. Se for muito baixo, você pode eliminar caras voláteis como o CN- e o S2- que viram o gás.
Quando o pobre químico mede o pH de sua amostra, o papel indicador mostra um belo e colorido 14.
O químico então senta e entra em desespero.
Em seguida, ele resolve colocar prata no tubo, para ver se algo precipita, facilitando sua identificação.
Ao colocar as primeiras gotas de nitrato de prata, o triste analista observa um violento carnaval de precipitados das mais variadas cores [até ocre!] que enfim assenta como um batalhão de precipitado preto ao fundo do tubo. Se fosse branco, ele poderia eliminar todos os precipitados pretos, tirando 4 opções da sua matriz, mas sendo o precipitado preto, ele não pode eliminar os brancos.
O químico então senta, entra em desespero e chora.
Terceira etapa: deve-se centrifugar o precipitado para então testá-lo com HNO3 para ver se o precipitado some.
Após a centrifugação o químico coloca HNO3. Não sai gás, o que quer dizer que 4 oportunidades acabam de ir por água abaixo: carbonato, bicarbonato, nitrito e hipoclorito. Para não perder a viagem, o químico resolve colocar o ácido em ebulição para tentar ver alguma mudança: sai uma fumaça ameaçadoramente castanha indicando que o ácido nítrico se reduziu [!!!] frente à maldita amostra. O precipitado que era negro [e que deveria sumir], fica amarelo esbranquiçado.
O químico então senta, entra em desespero, chora e bate a cabeça na parede.
Olhando para sua misteriosa inimiga amostra, o triste analista pega um pouco dela e coloca cálcio. Imediatamente precipita um sólido branco, o que deveria ser impossível se não houve desprendimento de gás com o ácido nítrico antes.
O químico então senta, entra em desespero, chora, bate a cabeça na parede e arranca o cabelo.
O desgraçado analista então prepara testes com iodo e iodeto para descobrir se os ânions presentes em sua amostra são oxidantes ou redutores: um é roxo, outro azul. Com uma gota da amostra, tanto o roxo quanto o azul descololorem imediatamente, indicando que a maldita amostra oxida E reduz [?????].
O químico então senta, entra em desespero, chora, bate a cabeça na parede, arranca o cabelo, enfia uma pipeta na barriga coloca ácido nítrico dentro e aquece.
Por fim, quando sai do hospital, o químico resolve observar sua matriz e as possibilidades que tem de passar de período com ela. Depois de um detido momento de tensão, ele nota que em sua amostra, por eliminação, só pode haver Sulfito, Tiossulfato e Cianeto. Ele então pergunta à professora se é isso mesmo. Ela diz que sim. O químico então dá um pulo de alegria, abraça-a e sai correndo do laboratório porque já são 7 da noite.

________________________________________________________________

Final feliz. Conclusão da história toda, quali é muito interessante :)


E enfim, é só.

Postulado by:
Yami Kishi
[AuCl4]-

........voltando pra casa, o químico lembra que em sua amostra tinha cianeto, e a primeira coisa que a pessoa ao seu lado fez no começo da análise foi cheirar sua amostra pra ver se tinha enxofre... cianeto, pulmão... xiiiii..............

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Meios-Químicos... / Número de Coordenação

...o que não quer dizer, de jeito nenhum, químicos serrados pela metade por algum tipo de psicopata-aluno-de-escola-americana-que-cansou-de-matar-todos-os-alunos-e-agora-resolveu-serrar-químicos-porque-tá-de-recuperação.
Meios-químicos porque hoje, dia do químico, por sinal, Mister V e D.K. se tornam oficialmente 50% químicos =)

*momento palmas, coisa e tal*

Então... pra comemorar, nada melhor que um post~ulado.
Primeiro período...... parecia que tudo ia ser uma grande festa... nada mais complicado que propriedades períodicas e coisas do gênero... químicos em formação, mas noobs, muito noobs...
Segundo período...... muitas coisas emocionantes, reações, e, no final, estequiometria \o/
Terceiro período...... Inorg: química geral advance... Muitas novidades de tirar o fôlego, como o enxofre fazendo SEIS ligações... Fisqui: Estequiometria advance... Guerra pra não ficar de recuperação, mas ainda assim, é legal no meio de muitas contas... Orgânica: Tá... sem comentários ¬¬
Quarto período..... Inorg 2 pra completar nossos conhecimentos de químico, Fisqui 2 pra nos mostrar o quanto uma pilha pode atrapalhar sua vida e Org 2 pra quem achava q orgânica era patético.

Agora o post, em si...

Número de coordenação!

Voltando, pela MOL~ésima vez, a falar de complexos, agora vamos nos focar no número de coordenação...
No fantástico mundo dos complexos, existem de seis ligantes, de dois ligantes, de quatro ligantes... uma infinidade de números de coordenação. Considere-se como um ligante.

O que é um ligante? Para a química dos complexos, um ligante é um ponto material dotado de carga negativa.

Portanto, imagine-se como alguém que, por alguma razão, está com carga negativa. Essa pessoa vai de encontro a um metal, que no caso é um ponto material com carga positiva pra dar e vender. Como eu disse antes, um metal pode ter vários números de coordenação, ou seja, pode se ligar a muitos ou poucos ligantes. Você, como ligante.

É como se existissem pessoas "muito complexas" de 6 ligantes... pessoas "mais ou menos complexas" de 4 ligantes e pessoas "nada complexas" de 2 ligantes... como se fosse o número de ligações/interações q você pode ter/fazer com essa pessoa. Portanto, o ideal para quando você tiver cargas negativas é procurar o metal que tenha mais coisas em comum [mais pontos de coordenação] com você.

Na verdade, existem dois complexos em particular, o hidreto de rênio e de tecnécio, que tem o número de coordenação igual a 9. Esse complexo é o auge.... Quando você sentir a carga negativa, o que você tem a fazer é procurar o tecnécio e o rênio... quando você estiver perto dos seus Tc's e dos seus Re's, pode ter certeza, sua carga será bem administrada.

Pode ser que no seu período, na sua família, todos tendam a formar complexos que simplesmente não tenham pontos de coordenação o suficiente com você... É essa a hora de ir atrás do seu rênio [metal raro, mas natural] e tecnécio [artificial... talvez você mesmo tenha que criar o seu] para se estabilizar.

Quando você finalmente achar seus metais, o que você deve fazer é aumentar a concentração nos tubos deles para favorecer a complexação e aumentar o Kf disso tudo. Resultado: você libera energia!

Bem, é basicamente isso... Aguardem o raio do post de piadas que nunca fica pronto... XD

E não esqueça, é sempre bom parar, de vez em quando, e pensar "Quem é meu Rênio e meu Tecnécio?"

Sem mais transições de orbitais D, [??] fico por aqui.

Yami Kishi ou
Tetracloroaurato III menos um, AQUOSO.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Íons complexos, finalmente.

Sempre Tão Complexo...
[Ouvindo Led, ainda de ressaca do show do Ozzy e me arrumando pra aula: Inorg, pra variar]

Todos nós temos dias em que bate o pensamento "estou complexado". Esse pensamento, por sua vez, é muito mais complexo do que se imagina. É hora de um postulado complexo sobre os Íons Complexos.

Pra começar, um íon complexo, ou composto de coordenação, é uma substância em que um metal se liga a uma porção de ligantes, formando um composto com um metal no centro e ligantes a sua volta. Parece simples até que se depare com nomes do tipo trans-bisetilenodiaminodicarboniloferro III. Nada agradável. E quando os primeiros químicos viram esses compostos estranhos com nomes estranhos, (que na verdade era um simples hexaaminocobalto III) eles disseram "É, isso é complexo.". O nome pegou, e assim surgiram os íons complexos, o auge da química inorg.

É comum ouvir a piadinha "inorg é metaaaal" seguido por pessoas fazendo \../_ com as mãos. Mas, no fundo, esse metaaaal todo está no centro de compostos de coordenação. Além disso, os tais complexos metálicos são encontrados no nosso organismo! Biólogos e químicos orgânicos costumam dizer que a orgânica é a "química da vida", mas é absurdamente difícil produzir organismos com mais de uma célula sem complexos "organometálicos". Pode esfregar isso na cara de biólogos, caso você não goste deles: "a base da vida é o metaaaal \../_ " Afinal, até a hemoglobina é um complexo de ferro.

Bem, voltando aos complexos, em geral eles são os responsáveis por grande parte das piadas químicas de qualidade, porque tem várias propriedades:Exemplo: "Você quer cor intensa? Novo Seda Campo Forte,vida nova ao COMPLEXO capilar."
Sim, dá pra ficar um dia inteiro falando abobrinha sobre complexos, mas isso não vem ao caso. Até porque a matéria é enorme, e explicar a [falta de] graça de todas iria demorar demais.Vamos direto ao assunto que interessa: Uma reação de complexação. Por mais estranho que pareça o nome, as substâncias parecem gostar de complexar-se, já que a constante de formação de complexos geralmente tem valores do tipo 10²² ou coisas do tipo. Isso nos leva a pensar que pessoas que tem carga positiva atraem um grande número de pessoas com carga negativa e interagem entre si fortemente, gerando enormes benefícios para todo mundo. Portanto, se você tem caráter metálico e vive positivo, interaja mais com pessoas negativas, deixe-as à sua volta e todos liberarão energia. E, pelo contrário, se você for uma pessoa negativa, arranje mais umas cinco pessoas negativas pra rodearem uma pessoa positiva que pegue esses elétrons sobrando em você.Bem, agora eu preciso ir, tenho aula de inorg daqui a pouco.E por fim, mais uma piadinha complexa: "Empinar pipa é fácil, mas fazer um quadrado planar é complexo!!"

*Aguardem um post só de piadinhas toscas =)*

By Yami Kishi, D.K. , [AuCl4]- ou qualquer coisa assim.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ressonância Social

Ressonância Social
[Depois de muito tentar, eu chego à conclusão que não dá pra colocar coisas subscritas/sobrescritas aqui¬¬]
Ouvindo - Ozzy [*Preparando para o show*]
Postulado:

Ressonância. Fenômeno que [os cientistas-san acham que] acontece em moléculas com mais de uma estrutura de Lewis possível.
Tudo começa com a história triste da partida do hidrogênio do ácido nítrico. Antes, eram um HNO3 feliz, alegre e contente. Agora, já na forma ionizada NO3-, há uma carga sobre o oxigênio que foi abandonado pelo H+, restando apenas o elétron do mesmo. Pobre oxigênio. Porém, não é bom para a molécula ter um oxigênio emo lamentando a partida de seu parceiro cuja massa atômica costuma ser 1. Para que isso não aconteça, em certo momento, o oxigênio com dupla ligação rouba o par da ligação pi, ficando com a carga do emo para si. Em compensação, o emo fará uma segunda ligação, diminuindo sua carga deprimente.
O problema é que o oxigênio compreensivo que resolveu ajudar o oxigênio solitário recebe a carga negativa para si. Por sua vez, o terceiro oxigênio que ainda não apareceu na história eventualmente vai fazer a mesma coisa que seu vizinho compreensivo fez. Resultado: A carga negativa que o hidrogênio ingrato deixou ao ir embora vai se revezando em cada um dos oxigênios da molécula, três no caso do nitrato. No final das contas, todas as três ligações vão ser iguais, um intermédio entre ligação simples e dupla, em que todos os três oxigênios têm uma parcela da carga negativa. Isso de certa forma estabiliza o composto, como é o caso do benzeno, que por ressonância tem diversos elétrons paralelos à molécula que "pertencem" aos seis carbonos.

Enfim, todos devem estar se perguntando por que diabos o postulado se chama "ressonância social" se só fala de ressonância. É que toda essa abobrinha de oxigênios emos e etc pode ser passada pra vida real. Não que emos façam ressonância entre si, já que todos têm carga (Negativa). Mas em um grupo "ácido nítrico" de pessoas, em que um dos oxigênios tenha uma ligação um pouco mais colorida com o hidrogênio, pode acontecer do hidrogênio ser ionizado por um alguém qualquer e deixar o grupo/composto com uma bela carga negativa pra tratar. E que, por efeito de ressonância, tende a se espalhar por todas as pessoas/oxigênios do nitrato. Nada agradável. Para evitar ionizações indesejáveis que provocarão, por ressonância, uma pseudo-carga negativa nas suas costas, procure formar grupos/compostos que não tenham tendência ácida. Por exemplo: O grupo/composto amônia está sempre disponível a receber mais um elemento, no caso, o Sr. Hidrogênio (Me fez lembrar a piada do Sr. Hidrogênio Pontes^^). Diferentemente das pessoas que ficam mal com a saída do H+ no ácido nítrico, o pessoal da amônia fica com carga positiva ao receber o H+.

Pra resumir, a ressonância social é o efeito de "descentralização de carga" que acontece em uma molécula/grupo de pessoas que por alguma razão foram ionizados. Até ajuda, evitando que a carga fique sobre uma só pessoa, mas ainda assim, é melhor evitar. Cuide bem dos átomos da sua molécula de amigos, pois nunca se sabe quando vai vir um elemento junto com vários catalisadores pra tentar ionizá-la.

[Dedicado a 4 elementos ionizados período passado, por uma base de Lewis forte demais =/]

Post by [AuCl4]-, ou Juliano :)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Rio de Janeiro

O Rio De Janeiro...

Esse é um postulado duplo, escrito pelas duas pessoas metidas a escritores desse blog. Ele não tem a ver com química, mas é nosso e valeu o 10 no nosso G2 de geografia. ^^
Aí vai:


“O Rio de Janeiro continua lindo”. Cantado em verso e prosa, o clima de festa carioca sempre foi motivo de curiosidade.
O que poucos sabem porém, é o que acontece no raiar da lua, no underground carioca. Um mar de seres se joga às ruas, tortos, já gastos apesar da pouca idade, vítimas (seriam mesmo?) de uma vida agonizante nos becos escuros. Eles saem à procura de alimento, a procura de alguém a quem servir. Bichos escrotos que vagam pela penumbra, o dia é seu inimigo. Ao nascer do sol recolhem-se feito baratas pelas frestas apertadas entre os olhares de repúdio fingido.
São verdadeiros castelos de areia, construídos para durarem somente algumas horas. Um reino proibido que atrai os santos-de-pau-oco. E refestelam-se entre peitos e coxas e coroas de canábis. A noite dos contrastes (não que o dia não os possua) em que de um lado uma bandinha desconhecida toca música ao vivo no point mais badalado da cidade, e de outro um fétido indivíduo exige ser notado.

-- Trecho by Mr. V

Muitos que vêm de fora do Rio tem uma visão curiosa sobre a cidade que resolveram visitar: Alguns imaginam um paraíso tropical utópico onde todas as mulheres são louras de biquíni tomando sol em Copacabana e todos os homens têm vinte e três anos, um metro e noventa de altura e barriga tanquinho. Outros vêem a cidade como um inferno muito pior que as guerras no oriente médio, onde se anda pela rua desviando de balas e pulando cadáveres, e o ambiente cheira a maconha e pólvora.

A verdade é que, enquanto nenhum dos dois pontos de vista está correto, ambos são visões aproximadamente realistas do Rio de Janeiro de hoje em dia. Embora ainda não se ande por aí pisando em cadáveres, nem tudo é um “Bossa Nova dream”. De manhã, as praias fervilham de juventude e beleza; o Cristo refulge de braços abertos para todos e a cidade inteira apresenta um ar de utopia tropical. De noite, o som dos carros indo e vindo pela avenida Brasil é substituído por distantes “tunt-tunt” vindos das raves; e fulguram luzes vermelhas nos prostíbulos.

As estrelas trazem consigo uma mudança drástica na Cidade maravilhosa. Enquanto o dia-a-dia pode ser confundido com mais um filme estadunidense relatando a América latina tropical, o noite-a-noite revela uma estranha faceta em que diversão é sinônimo de ecstasy, felicidade é sinônimo de R$50,00 a hora e as ruas são sinônimo de dormitórios.

Enquanto isso, no palácio do planalto e arredores, o Rio parece mais esquecido que a cidade perdida de Tenochtitlán. Enquanto saboreiam suas pizzas, os políticos discutem todo o tipo de devaneio, em que, contudo, ninguém parece se lembrar do que um dia foi a capital do império, e agora é a capital do turismo, do tráfico, do lazer, da violência...

Desta forma, é mais do que necessário levantar um debate sobre o lado “oculto” da cidade que todos insistem em chamar de maravilhosa. Fica a critério de cada um classificar a cidade de contrastes como achar mais adequado.


-- Trecho by Yami Kishi 闇 騎士 (Ou Juliano, tanto faz...)

domingo, 4 de novembro de 2007

As time goes by

Tempo. Engraçado de se pensar... Palavrinha pequena, de cinco letras apenas, mas que carrega em si muito mais do que apenas o fato de ser menor do que muitas outras palavras. "O tempo não pára", dizia Cazuza. Ele estava certo. Quanto mais vivemos, quanto mais olhamos para trás e revemos nossas atitudes, pensamos que se talvez o tempo houvesse parado naquele dia, tudo seria melhor. É claro, poder voltar para as melhores épocas de nossas vidas seria fantástico! E consertar os erros do passado então? Indescritível. Mas sabe de uma coisa? Não dá. E é assim que a gente aprende, literalmente aos trancos e barrancos, sem poder dar um pause quando dá vontade.
Talvez esteja um pouco saudosista, não que isso seja bom ou mal, apenas acontece. Muitas coisas podem acontecer em épocas assim, até seu cantor preferido pode se sentir assim algum dia e resolver voltar para aquela banda que já não existia desde os anos 80. Talvez atitudes assim sejam apenas uma tentativa desesperada de voltar a ser o que já não se é mais, apenas para dar uma enganadinha no relógio e fingir que sempre foi desse jeito. Continuar de onde paramos, não é maravilhoso? Se fosse sempre fácil assim...
Então, quando sua piscina se encher de ratos e você perceber que suas idéias não correspondem aos fatos, talvez os museus estejam cheios de novidades. Talvez você só esteja sobrevivendo dias sim e dias não sem um arranhão... Tudo isso, porque o tempo não pára. Tudo isso, porque a vida não te espera. Só nos resta então, fazer acontecer.

Mr. V

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Enfim 11

Chove.
Verbo sem pessoa, sem número, gênero, grau ou whatever. Mas até uma precipitação atmosféria aparentemente simples dessa pode carregar um mol de correlações legais.
Primeiro, Guns and Roses: a música mais legal dos caras é November Rain. Hoje é dia primeiro de novembro e tá chovendo, a primeira chuva de novembro, a primeira November Rain. Sem contar que o meu número é 11. Novembro, 11, entende?
E cadê a parte química do postulado? Bem, hoje é um dia legal, eu tomei banho de chuva e química não tá em alta ^^
Mas... por que não encaixar as duas coisas?
Sim. Há uma geometria molecular chamada "guarda chuva". Alguma semelhança aí? Sim, essa geometria acontece quando dentre os seis "espaços" em volta do átomo, cinco são outros átomos e o sexto é um par de elétrons, que "empurra" os átomos que formariam uma pirâmide dando ao desenho o formato de um guarda chuva. Divertido! E tem hibridização SP3D2. Espetáculo.
Dá até pra enfeitar essa geometria com aquelas metáforas altamente doidas, tipo:
Se você for o átomo central, cuidado com pares de elétron não ligante, afinal segundo a teoria da repulsão dos pares de elétron na camada de valência, um par não ligante repele os elementos ligados a você. Se a repulsão for enorme, o composto simplesmente não existe! Então, não se esqueça de seguir a TRPECV e manter coisas repulsivas beeem longe dos ligantes, pra não enfraquecer a ligação! Ou vc pode se decompor em coisas menos repulsivas. Nada legal, de qualquer forma.

Ceerto, chega de metáforas. Novembro é um mês legal, chove november rain, tem semana da química, uma pá de feriados, a parte legal das matérias legais, etc, etc, etc... Aproveitem pq só dura mais 30 dias e depois, só ano que vem!

[Postulado no último minuto do dia 1 :) ]

Postulado por esse tal de D.K., completamente encharcado de november rain...

sábado, 13 de outubro de 2007

Furto químico: Roubando posts alheios pra aumentar a entropia por aqui!

Hj eu trago um post simplesmente p.e.r.f.e.i.t.o. escrito por uma das três pessoas mais importantes pra mim lá do cefeteq: a Dai
Esse post é tão "química inorg" que simplesmente é obrigatório postular ele. Se tem alguma metáfora química que é um postulado, mesmo, é essa.

Antes de tudo, um resuminho sobre coisas do post: Basicamente: o caminho que o elétron pode percorrer na eletrosfera pode ter parte positiva ou negativa, mas isso é só uma maluquice matemática que não afeta em nada, fisicamente. Basta isso pra entender o post da Dai, eu espero.


Post químico.
"Ele pode estar numa fase negativa, o que não influenciará nada para o átomo."Nunca em toda a minha vida a química esteve tão presente, ou melhor, extremamente presente. Porque, como todos nós sabemos, a química está em tudo. Mas..e quando ela começa a falar da sua vida, das coisas que acontecem na sua vida..ai meu deus, não sei se estou sendo clara.. O que eu quero dizer é: e quando a química começa a responder até mesmo o que vc deve fazer? Essa frase aí que eu introduzi no texto é a frase que o meu professor falou. Não mudei uma palavrinha. Pois é, dá pra aplicar na nossa rotina, nas nossas atitudes, no relacionamento indivíduo-indivíduo? Claro que dá. Bem, a química é uma área muito abrangente, por isso, vc terá um mol de interpretações diferentes para essa simples frase. Mas uma das que me vieram a mente, de súbito, foi:Um carinha lá, tem a vida dele feliz, alegre e contente, mas aí..algo de ruim acontece. E ele, segundo a quimica, o que deve fazer? A resposta é simples, meu caro amigo, segundo essa simples frase, o carinha não se deve abater, pq existem fases positivas e fases negativas, as duas são a mesma coisa em questão de probabilidade. Depende apenas do que vc vai considerar. Se é uma fase negativa, com uma fase positiva, ou se é uma fase positiva com uma fase positiva sendo somadas. Assim, respectivamente, teremos coisas destrutivas e coisas construtivas. [seria somar somente as coisas boas, então..]Dessa forma, o átomo, ou melhor o indivíduo não deve ficar se preocupando pq está numa fase negativa, existem os dois lados da moeda, a fase positiva tá lá aos olhos dele. é só ele mudar de fase que ele verá! Por isso, as fases são tão importantes na nossa vida, até em questão de atomicidade.Ai, inorgânica, só vc mesmo.Até a próxima.;)

Coisa da -Dai às 02:52
Fim.

Agora só pra complementar esse espetáculo aí em cima, vale a pena lembrar que as duas fases do átomo existem ao mesmo tempo, dependendo de o que você vai adotar como eixo. Todas as consequências da fase que você está dependem do ponto de vista. Tanto o mesmo ponto pode ser positivo ou negativo, quanto os efeitos disso podem ser construtivos ou destrutivos. Portanto antes de ficar resmungando que tudo vai mal, que você tá solubilizando o cloreto de prata que o diabo químico amassou, procura verificar de que ponto que você tá olhando as coisas. Quem sabe tudo que está negativo não vira construtivo e você de repente ao invés de estar altamente instável, está uma maravilha enérgica que muitos dariam um braço ou um H+ pra atingir.

Sem mais metáforas pra criar eu fico por aqui. Aguardando dar meia noite e 51 pra ir dormir =]
E palmas, muitas palmas pra Dai!!!!!!

Postulado por Sr. Cloroaurato AuCl4
também conhecido por D.K.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Letra e Música

Capital Inicial - Fogo

Você é tão acostumada
A sempre ter razão
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção
O poder de te dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor
É tão certo quanto o calor do fogo
É tão certo quanto o calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Participo do seu jogo
Eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mau
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá
O que quer que eu faça
Sem você, não tem graça
Você sempre surpreende
E eu tento entender
Você nunca se arrepende
Você gosta e sente até prazer
Mas se você me perguntar
Eu digo sim
Eu continuo
Porque a chuva não cai
Só sobre mim
Vejo os outros
Todos estão tentando
E é tão certo quanto o calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Participo do seu jogo
Eu participo
Não consigo dizer se é bom ou mau
Assim como o ar me parece vital
Onde quer que eu vá
O que quer que eu faça
Sem você, não tem graça
É tão certo quanto o calor do fogo
É tão certo quanto o calor do fogo
Eu já não tenho escolha
Participo do seu jogo
Eu participo do seu jogo


Alguma vez você já parou pra pensar na letra de alguma música, qualquer uma, e percebeu que "Caraca!! Eu poderia ter escrito isso!!". Pois é... Chega a ser estranho olhar pra palavras que traduzem tão bem o que você é ou o que você está passando, sendo que quem as escreveu estava tão longe e sequer te conhece ou já ouviu falar de você. Pode ser que essa pessoa já tenha passado por isso, e então não nos sentimos tão sós, sabendo que isso acontece por aí, que é normal ser desse jeito... talvez isso até passe um dia, quem sabe...
Dizem que a vida imita a arte, mas eu descordo, sabe? A arte é que imita a vida. Afinal, uma arte sem vida nunca será tão bela quanto a mais vibrante das cores, a nota mais alta de uma guitarra. E eu tenho certeza que isso jamais vai parar. Pessoas se expressam, outras olham pra elas e dizem "Caraca!! Eu poderia ter escrito isso!!". Mas não escreveram, talvez por medo daquilo que sentiam.
Por isso viva aos poetas! Viva aqueles que dizem por nós o que queremos que todos saibam!

É só isso mesmo, obrigado por ler,
Mr. V

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

E quando tudo vira... Um Aquo-Íon?

Quem diz que inorgânica é inútil pode se considerar um herege. =] [Ouvindo Poor Tom, Led Zeppelin, mais ou menos no meio da playlist de Led]

Frase da noite:
"If I have seen further it is by standing on the shoulders of giants" Newton
Só pra puxar o saco de algum ser genérico qualquer aleatório indeterminado.

O post, propriamente dito:

E tem aqueles dias em que a entalpia tá láá em cima. Tudo caótico ao extremo. E tem aqueles dias em que parece que a concentração é um bilhão de mols por litro, tudo comprimido. É... tem semanas que sua cabeça sente que vai sofrer uma fissão atômica, que não acontecer algo de útil. Semanas de: prova + relatório + ir de manhã pra estudar + resultados bombásticos + [...] geralmente são suficientes pra levar qualquer um à loucura.

Mas podia ser pior.

Afinal, geralmente na prova todo mundo estuda junto, e se ferra junto. Todo mundo vai cedo e todo mundo reclama da mesma questão. Todo mundo faz o relatório no mesmo dia na internet e troca idéia. Na verdade o grande problema é quando o seu íon tá rodeado de um montão de águas mas continua sentindo uma carga imensa sobre si. Quem estiver estudando inorg direitinho sabe que isso é um aquo-íon. E essa síndrome do Aquo-Íon consiste em você estar interagindo com um montão de gente, mas continuar faltando alguma coisa, um alguém pra equilibrar a carga. O íon passa a ser complexo, mas continua um íon em solução. Por mais complexa que seja a pessoa, o aquo-íon vai fazer ela ficar no centro de uma estrutura enorme, sendo que ninguém se liga a ela, todos se limitam a interagir. E mesmo que seja de interessante para o íon, se ele não tiver força suficiente, ele nunca vai conseguir se ligar às moléculas a sua volta.Também tem aquela história de que o aquo-íon pode ser com seis, sete ou oito águas. Ou seja, para íons diferentes, há diferentes números de moléculas de água a sua volta. O mesmo se aplica a nós. Alguns elementos vão ter mais águas que outros, dependendo das suas propriedades, do quanto ele é atrativo.

Ok, chega de teoria.
Para se livrar dessa porcaria de íon solvatado, procure desenvolver o máximo de interações possível com outros elementos [que não sejam a água!] , de forma que se algum dia não houver água, você não fique sem os seus elétrons. Se possível, forme uma ligação iônica, porque além de liberar um montão de energia, é uma interação forte que não impede que haja interações menores ao redor [nada de água!] e por fim, tente reduzir a carga, de forma que não esculhambe o seu aquo-íon formando um hidróxido maluco, e de forma que seja uma carga fácil de equilibrar com as interações que você tiver feito. :)

Modo Paulo Coelho_off


[Aproveitando pra roubar a piadinha da Paula que é muito conveniente num post de química inorg...]

"Ligação covalente ________ -100J
Diminuir a entropia________-200J
Solvatar-se______________-350J
Formar retículo cristalino____Não tem preço."

E chega. Tenho um hell-atório de fisquí pra terminar.


Postulado por:
Cloroaurato solvatado

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Jukebox com defeito?

It's the same, old desire. Nothing has changed, nothing's the same.
Burning like fire. Don't you ever take my name in vain...
______________________________________
I know someday you'll have a beautiful life,
I know you'll be a star, in somebody else's sky,
But why? Why? Why, can't it be, oh can't it be mine?
______________________________________
How long must I wait?
How long must I wait?
How long must I wait?
______________________________________
Nothing lasts forever and we both know hearts can change.
And it's hard to hold a candle in the cold november rain.
______________________________________

Now it's three in the morning, and you're eating alone.
Oh, the heart beats in its cage...
______________________________________
Friday nights have been lonely,
Change of plans and then phone me...
______________________________________
Why won't you come over here?
We've got a city to love!
______________________________________
Oh someday...
I am wasting no more time!
______________________________________
The waiting drove me mad,
You're finally here and I'm a mess...
I take your answer back,
Can't let you roam inside my head...
______________________________________
Woman, please let me explain,
I never meant to cause you sorrow and pain!
So let me tell you, again and again and again:
I love you, yeah yeah, now and forever...
______________________________________
So, now that it's over, can't we just say goodbye?
I'd like to move on, and make the most of the night...
Maybe a kiss, before I leave you this way?
Your lips are so cold, I don't know what else to say.
I never wanted it to end this way, my love, my darling!
Believe me when I say to you, in love I think I'm falling here...
No more tears... No more tears... No more tears...



Poucos vão entender essa confusão, mas tudo faz o maior sentido do mundo.=] Quem será que me entende o suficiente pra saber o que eu quis dizer?

Post by:
What's left of a Dark Knight -> D.K.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Déjà Vu

Déjà Vu... assim mesmo, com acento agudo no "e" e acento grave no "a", que significa "Já visto" em francês. Oui, oui, monsieur, mademoiselle... francês! Se fala "deja vi", aliás.

Primeiro, para os noobs, o que é um Deja Vu? Pode ser uma cena que você sente que já viu no passado ou uma sensação que você sente que é reincidente. A forma mais comum desse troço é você sentir que já conhece alguém/alguma cena depois que essa pessoa/cena simplesmente aparece na sua mente. Em pessoas com "sintonia" mais aguçada, pode-se dar na forma de sonhos/visões, muito antes de a cena efetivamente acontecer.

Agora você provavelmente tá se perguntando o que diabos fez surgir esse assunto, o que ele tem de especial? Bem, hoje em dia há, basicamente, duas formas de ver o mundo: a religiosa e a científica[Eu sei que é uma forma muito simplista de ver esse assunto, mas é só pra dar uma idéia]. E, mais do que isso, parece que essas duas vertentes explicam 99,99999% das coisas a nossa volta E as coisas que ninguém sabe se estão a nossa volta[Tais como Deus e o átomo], mas, pelo menos até agora, o assunto Déjà Vu parece ter sido ignorado ou desprezado, tanto pelas religiões, quanto pela ciência... [Sim, até tem alguns cientistazinhos que fizeram suas "recherches scientifiques"... mas nada de muito concreto.].

É interessante. Num mundo dominado pelo dualismo ciência-religião, em que muitas vezes houveram guerras entre elas, tréguas entre elas e predomínios de uma delas, nenhuma das duas se importa com um assunto de grande porte como esse. E não é tão simples do que parece, tem várias ramificações nessa brincadeira, como Déjà Vecu, Déjà Senti, e o mais raro, Déjà Visité. Várias formas de ver o mundo antes que ele aconteça... mas ninguém parece se importar. Bem eu conheço mais de uma pessoa sensitiva a esse ponto, e seria bom se alguém desse ouvidos... ou que alguém tivesse algo a falar, nem que seja um simples postulado num blog de química.





Postulado de hoje prometido pra uma certa pessoa, que também passou por isso recentemente =]

D.K.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Química Orgânica

Às vezes me pego pensando: este é mesmo um mundo de sorte... Quero dizer, quais são as chances de um grande aglomerado de átomos de Carbono e Hidrogênio simplesmente começarem a respirar? Como partículas tão pequenas, tão ínfimas, podem dar origem a bilhões de seres tão diferentes?
E dentre estes seres, está o Homem. Um animal com capacidades extraordinárias, inimagináveis. Tudo aquilo que nos cerca um dia foi idealizado por alguém, desde o palito de dentes aos mais modernos computadores pessoais.
O Homem... Um ser que, não satisfeito em estudar a natureza em que se encontrava, buscou respostas em seu próprio interior. Pensou sobre seus pensamentos, refletiu sobre suas próprias reflexões. Criou produtos que não poderiam ser apalpados, ao menos não com nossas mãos. Deuses, ideologias, valores, emoções.
Ahhh, as emoções! Existirá algo mais emotivo que a raça humana? Um ser capaz de chorar pelas mágoas alheias, sorrir pelas vitórias do próximo. Um ser capaz de amar. E de ser amado em troca.
Sim, os homens. Que ao mesmo passo que amam, destroem. Destroem sua vida, sua casa, nossas vidas, nossa casa! A mesma consciência que lhe foi tão útil um dia, passa a ser suprimida e manipulada. E parece que este estranho animal se esquece de que, indubitavelmente, também é um animal; e como tal deveria preservar seu habitat, assim como fazem todos os outros.
Doces poesias ecoam em meus ouvidos. Será um sinal de esperança ou apenas mais uma arma do bicho-homem?

Mr. V

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Pseudo-cientistas

[Essa é pra Laura, que me apresentou a teoria dos pseudo-cientistas]

Pára pra pensar. O que diabos nós estamos fazendo aqui? Vou usar o exemplo que eu melhor conseguiria explicar, ou seja, eu mesmo.
Eu estudo química. Faço curso técnico de química. Tenho 18 tempos de química, ou 13h 30min por semana. Mas o que a gente estuda lá? Em geral, regras decoreba [4, 5-metil hexadieno, etc] ou idéias geniais, pensadas por outros cientistas. Os cientistas de verdade, pode-se dizer.
Por um lado, é muito fascinante estudar os postulados de Böhr, e certamente saber o que é um tri hidroxi cianeto plúmbico te dá um status de intelectual. Mas quantas dessas coisas realmente foram idealizadas por você? Não estava tudo lá quando você entrou no laboratório/sala de aula? E não continuou tudo lá depois que você saiu? Sim, é fácil olhar para os gráficos de função de onda e os desenhos de região nodal e dizer "Hmm, faz sentido." mas tenta fazer as contas sem ter alguém te falando como. Tenta ter o insight do "arquiteto do átomo" e parir uma fórmula que resolva metade dos seus problemas e te imortalize no mundo da ciência por mais de um século.

É... será que nós podemos nos considerar cientistas? Talvez nós não passemos de papagaios que repetem, repetem, repetem o que alguém nos ensinou. Talvez nós não sejamos nada além de pseudo-cientistas.

*Modo crítico_off*

Bem, não adianta ficar sentado concordando. A idéia é tentar ser alguém, ser um cientista de verdade. Não é impossível. Afinal, um dia há 199 anos atrás um cara olhou pra matéria e disse "Olha só, a matéria é assim, assim, assado.". Bem, a gente sabe que ele não tava lá tão certo. Mas ele teve cara de pau e encarou o mundo da """""ciência""""" da época, e as suas idéias ficaram em vigor por um tempão, até vir outro abusado e dizer "Não senhor! A matéria é um pudim de passas!" ...
E assim seguiram os cientistas/pseudo-cientistas saindo no tapa uns com os outros. Os cientistas inventando, e os pseudos aprendendo. Será que não cabe a nós chegar e dizer "Orbital é ridículo! Queimem as teorias sobre o átomo! Agora é assim!"?
Devíamos estudar menos e pensar mais. Mas apesar de tudo, eu adoro química. Correção: Devíamos continuar estudando e pensar mais. Pra tentar ser algo além de um agregado de carbono e hidrogênio.

Pra tentar ser cientistas, quem sabe?

Postulado por:
Dark Knight/Juliano